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18/06/2010

Review - Arkham Horror Board Game

Este boardgame tem como universo a criação literária de H.P. Lovercraft e do seu círculo. Os jogadores representam investigadores que tem de lutar contra as criaturas do Mythos e tentar impedir o despertar de um Grande Antigo; se este despertar ainda podem tentar bani-lo; embora seja bastante complicado; se falharem, adeus mundo cruel... Bem, a apresentação do jogo é muito boa: um mapa da cidade com diferentes locais (casas, ruas, edifícios, etc), diversões, cartões para representar os personagens, monstros, localizações e acontecimentos, tudo com excelente arte. As regras são relativamente fáceis de aprender (vem num livro de 20 páginas), mas tem uma série de detalhes, que é necessário sabe-las antes de se começar a jogar: não é o tipo de jogo em que se aparece e os amigos explicam em 5 minutos e pronto!

Cada jogador escolhe um investigador, que possui uma folha de personagem com diversos elementos: características (sanidade e estamina), skills, objetos, e uma vantagem particular do personagem. Escolhe-se também um GOO (grande antigo) que tem características próprias.

Escolhe-se a ordem de jogo, e depois é extraída uma carta do Mythos deck que contém diversos acontecimentos que se vão acontecer na cidade (aparecimento de monstros, pistas, abertura de portal, etc).

Vem de seguida a fase do upkeep: o jogador pode efetuar modificações nas suas skills (privilegiar a rapidez para se deslocar para um ponto distante, ou usar uma maior furtividade e conseguir passar pelo inimigo sem este nos ver).

De seguida vem a fase de movimento: o jogador desloca-se o número que tem na sua skill de movimento.

Finalmente vem a fase de encounter. O jogador apanha qualquer pista que esteja no local e retira uma carta de acontecimento local onde aplica-se o que lá está e ainda enfrenta monstros que estejam alí.

O combate é relativamente simples: lança-se um número de dados equivalente à sua capacidade combate, mais quaisquer objetos/armas que possua; subtrai-se/soma-se determinados bônus que o monstro tenha e tenta-se obter um número pré-estabelecido. Se perder, sofre danos físicos. Determinados monstros obrigam também a lançamentos de sanidade mental. Se as coisas correrem mal, e ficar a zero numa dessas características, o personagem tem de ir a um asilo ou um hospital para se recuperar, perdendo os seus objetos (se ainda tiver um ponto, pode ir a um desses lugares, para a troco de dinheiro recuperar a sanidade ou saúde). Se se vencer os monstros, pode-se trocar o troféu do monstro por dinheiro e tentar comprar objetos melhores.

Quando se obtém 5 pistas, vai-se a um local onde existe um portal, entra-se para um outro mundo (dreamlands, mundo de Yith, etc), e depois de andar por lá, volta-se ao nosso mundo e fecha-se o portal gastando as pistas e fazendo um teste. Infelizmente, os monstros não ajudam muito. E existe uma coisa chamada doom track (variável conforme o GOO), que quando atinge um determinado número, faz com que o GOO acorde :( Cada portal que se abre ou determinada percentagem de monstros, contribuem para aumentar o doom track.


Veredito: O jogo é bom! Tem boa apresentação, as regras estão adequadas ao universo (não se fica com a sensação de que se podia usar as regras para qualquer outro tema). Só que provavelmente esse poderá ser um problema: se para fãs de Lovercraft e boardgames o jogo é obrigatório, para pessoas fora do tema, o jogo pode tornar-se cansativo (ainda por cima com aquelas divindades de nomes estranhos: Cthulhu, Ithaqua, Yig) e demora umas horas, por isso não é um jogo que agrada a todos.

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